Quito, 28 abr (EFE).- O Governo equatoriano quer que a Organização dos Estados Americanos (OEA) solicite à Colômbia uma maior vigilância de sua fronteira e dos grupos subversivos e criminosos desse país, para evitar que entrem no Equador.

Em comunicado divulgado hoje, a Chancelaria equatoriana assinala que informou à OEA que, entre 5 e 10 de abril, o Exército do Equador desmantelou quinze acampamentos e dois laboratórios abandonados de processamento de drogas, supostamente montados pela guerrilha colombiana na zona fronteiriça.

Além de armas e explosivos, os militares equatorianos destruíram nesses acampamentos equipamentos e materiais destinados ao processamento de drogas.

A presença destes acampamentos e do material bélico "demonstra, mais uma vez, a insuficiente vigilância do Governo da República da Colômbia em sua fronteira sul, território no qual a insurgência colombiana e os grupos dedicados ao tráfico de entorpecentes circulam livremente", acrescenta a nota.

Para o Governo de Quito, "a falta de controle do Estado colombiano sobre seu próprio território permite a entrada de subversivos e narcotraficantes, o que abala gravemente a segurança do Estado equatoriano".

Além disso, obriga as Forças Armadas e a Polícia do Equador a tomarem medidas "para impedir a presença de insurgentes e traficantes de drogas provenientes da Colômbia".

Por este motivo, e baseando-se nos acordos da Reunião de Consulta de Chanceleres da OEA de 18 de março, o Equador solicitou à organização pan-americana que realize "todas as gestões necessárias para requerer do Governo da República da Colômbia uma maior presença em sua fronteira sul". EFE cho/mh

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