Equador prorrogará estado de exceção até sexta-feira

Decisão é decretada no mesmo dia em que governo equatoriano aceita aumentar salários para militares

iG São Paulo |

Diferentemente do que havia sido anunciado na segunda-feira , o Equador prorrogará o estado de exceção, imposto na semana passada em meio a protestos e distúrbios.

O estado de exceção declarado devido à rebelião de policiais foi estendido até o dia 8 de outubro, segundo decreto emitido pelo presidente Rafael Correa nesta terça-feira.

Nesta terça-feira, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, fez um apelo "ao conjunto da sociedade equatoriana para manter a unidade pela democracia e por um governo eleito legitimamente". "O que aconteceu na quinta-feira é muito preocupante e não podemos dizer que podemos ficar tranquilos. Devemos ter muita cautela e estar muito alerta", advertiu o chanceler.

Já o ministro coordenador de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, destacou que serão revisadas todas as provas possíveis para identificar os organizadores da rebelião policial.

Na quinta-feira passada, Correa permaneceu várias horas refugiado em um hospital na capital equatoriana, cercado por policiais insurgentes que contestavam a eliminação de gratificações trabalhistas.

Salários

Ainda nesta terça-feira, o governo do Equador concordou em aumentar os soldos das Forças Armadas, o que representará um gasto adicional de até US$ 35 milhões (cerca de R$ 59 milhões) por ano, dias depois que soldados enfrentaram a polícia amotinada para resgatar o presidente Rafael Correa, no que ele qualificou de uma tentativa de golpe.

O aumento de soldo para capitães, majores e duas outras patentes já estava previsto e não afeta a supressão de bônus para policiais e militares. Foi a eliminação de bônus por promoções que desencadeou a violência da semana passada no país, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e marcado pela instabilidade política.

As Forças Armadas reclamam há tempos que o ajuste de soldos efetuado alguns anos atrás não incluiu quatro patentes. Pelo acordo, esses postos receberão até US$ 570 (R$ 961) por mês de reajuste calculado retroativamente até este ano.

O ministro da Defesa, Javier Ponce, disse que foi coincidência os soldos terem sido definidos dois dias após o ataque a Correa. Segundo ele, o aumento resultará em um gasto de US$ 30 milhões (R$ 50,6 milhões) a US$ 35 milhões (R$ 59 milhões) por ano.

*Com Reuters e EFE

    Leia tudo sobre: equadorcriserafael correa

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG