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Equador propõe cartilha para evitar novos incidentes em fronteira

Quito, 19 mai (EFE).- O Governo do Equador anunciou hoje que propôs a elaboração de uma nova cartilha de segurança com a Colômbia, para evitar novos incidentes na fronteira entre os dois países e impedir a possibilidade de uma escalada militar.

EFE |

A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, disse ao site "Ecuadorinmediato" que seu país exige que a Colômbia reforce o controle militar em seu lado da fronteira, para evitar a passagem de grupos armados ao território do Equador.

Além disso, afirmou que a proposta tem como objetivo buscar em nível diplomático "mecanismos que permitam o fortalecimento da confiança mútua".

No entanto, lamentou que o Governo colombiano siga com uma suposta "campanha midiática" contra o Equador, especialmente com o argumento dos supostos vínculos de Quito com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Segundo Salvador, nas últimas semanas ocorreram outros dois novos incidentes envolvendo os dois países.

"Em uma ocasião, helicópteros colombianos entraram em nosso território e, na região do rio San Miguel (que divide os dois países), embarcações militares colombianas estiveram do nosso lado da fronteira", acrescentou.

"A fim de evitar que esses incidentes levem a uma escalada militar, decidimos, e é o que estamos propondo, que se restabeleça imediatamente essa cartilha de segurança, enquanto trabalhamos em uma outra cartilha ainda melhor", afirmou a chefe da diplomacia equatoriana.

Além disso, informou que foi apresentada uma série de propostas que tem como objetivo estruturar novos mecanismos para substituir a Comissão Binacional de Fronteira (Combifron), que o Equador pediu a eliminação após o ataque colombiano do dia 1º de março a um acampamento das Farc em território equatoriano.

Segundo Salvador, as propostas equatorianas sobre a "cartilha de segurança" tentam garantir que "um incidente como o de 1º de março e outros anteriores não voltem a se repetir".

O Equador rompeu suas relações diplomáticas com a Colômbia por causa do ataque contra o acampamento das Farc em seu território, que terminou com a morte de pelo menos 26 pessoas, entre elas o então número dois da guerrilha, conhecido como "Raúl Reyes". EFE fa/mh

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