Equador propõe criar organismo de observação eleitoral da Unasul

Quito, 6 jun (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, que em agosto assumirá a Presidência temporária da União de Nações Sul-americanas (Unasul), anunciou hoje que proporá nesse fórum a criação de um organismo de observação eleitoral para a América Latina.

EFE |

Correa disse, em seu relatório semanal, que a observação de eleições nos países latino-americanos, realizada por organismos de outras regiões, como a União Europeia, custa muito dinheiro.

"Para mim, isso é uma vergonha", independente que sejam americanos ou europeus que façam, disse, acrescentando que o que mais lhe incomodou sobre a observação eleitoral estrangeira é que se precisa "pagar tudo" aos membros da comissão.

"Isso nos custou centenas de milhares" de dólares no último processo eleitoral no país, disse o líder, ao indicar que, para que haja reciprocidade, a UE deveria convidar observadores latino-americanos para verificar "que não fazem armadilha".

Lembrou, no entanto, que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que convidou e assinou um convênio com a União Europeia, para que vigiasse o processo eleitoral em seu país, algo que foi uma tradição no passado, admitiu.

"O que não sabia é que tínhamos que pagar tudo", como viagens, traslado e hospedagem, entre outros, disse.

"Vamos à Unasul também propor uma organização para a observação das eleições para que, pelo menos, sejam latino-americanos que observem as eleições latino-americanas", disse o governante. EFE fa/an

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