Equador promete neutralidade em disputa Peru-Chile

QUITO (Reuters) - O Equador ratificou na quarta-feira que manterá uma posição de independência na reivindicação peruana de delimitação da sua fronteira marítima com o Chile, mas reservou-se ao direito de intervir no processo que tramita na Corte Internacional de Justiça para defender seus interesses. A disputa começou há mais de um ano, e em março Lima apresentou seus argumentos sobre a fixação dos limites marítimos. O Chile diz que eles estão fixados há mais de meio século.

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O Equador, que faz fronteira com o Peru, afirmou por sua vez que manterá sua neutralidade porque considera que seus limites marítimos com o Peru foram fixados por dois tratados de 1952 e 1954.

O chanceler chileno, Mariano Fernández, havia dito numa entrevista que a argumentação anteriormente exposta pelo Equador sobre o assunto "solidifica" a convicção do Chile de que esses tratados definem os limites marítimos.

Tal posição do ministro chileno levou a chancelaria equatoriana a divulgar nota em que "reafirma sua posição de independência frente à demanda" e cita o seu direito de intervir "caso a Corte notifique o país a respeito da interpretação desses tratados internacionais."

A chancelaria equatoriana afirmou que sua posição sobre a questão foi exposta ao Peru. "Equador e Peru resolveram em 26 de outubro de 1998, em Brasília, todas as suas diferenças limítrofes".

(Por Alexandra Valencia)

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