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Equador processará Colômbia no exterior por assassinato

QUITO (Reuters) - O Equador anunciou na quarta-feira que apelará à justiça internacional para julgar o assassinato de um de seus cidadãos por Bogotá, durante uma operação militar colombiana em seu território. Quito argumenta que houve violação dos direitos humanos. O anúncio faz parte da série de acusações trocadas pelos dois países desde março, quando romperam relações diplomáticas devido à operação do Exército colombiano que bombardeou um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na selva equatoriana.

Reuters |

Na ocasião, morreu o equatoriano Franklin Aisalla, investigado por supostas ligações com as Farc. Mas sua morte não aconteceu no bombardeio. Segundo o Equador, ele teria morrido em uma execução posterior.

'O caso irá à Justiça Internacional, já que (segundo o governo) trata-se de um cidadão equatoriano', disse Gustavo Larrea, ministro da Segurança Interna e Externa do Equador, a correspondentes estrangeiros.

O ministro não especificou a qual corte internacional o Equador vai apelar nem o delito específico de que acusará a Colômbia , mas adiantou que o país poderá argumentar que houve 'crime de Estado'.

O Equador disse que quatro pessoas, incluindo Aisalla, sobreviveram ao bombardeio, mas foram perfuradas ou assassinadas a golpes sem passar por processos judiciais, de acordo com análises forenses internacionais.

Larrea anunciou que o governo entrou com outras ações em cortes locais devido à violação de seu território, execução de pessoas, roubo de provas e abandono de feridos.

'São várias causas que se desprendem da causa inicial.

Temos de esgotar todas as instâncias locais antes', disse.

Larrea diz que, para retomar as relações com a Colômbia, o Equador exige que o vizinho se comprometa a não fazer novas incursões em seu território e pare com a campanha midiática que desmoraliza o governo equatoriano.

A fronteira entre os dois países tem 600 quilômetros de extensão.

(Por Alexandra Valencia)

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