Equador põe palácio presidencial sob vigilância devido a gripe

QUITO (Reuters) - O Equador impôs um cerco epidemiológico às instalações da Presidência da República depois de confirmar três casos de contágio da gripe H1N1 em funcionários, disse o Ministério da Saúde na quinta-feira. A medida permitirá às autoridades vigiar a evolução do vírus e tomar medidas preventivas no Palácio de Carondelet, um edifício colonial onde despacha o presidente Rafael Correa e há grande movimentação de funcionários, visitantes e turistas.

Reuters |

O chefe da segurança de Correa é um dos infectados pelo novo vírus da gripe pandêmica, o que obrigou as autoridades a fumigarem as instalações na tarde de quarta-feira e a aumentar as recomendações para evitar um contágio em massa.

"Todas as pessoas que tenham estado próximas, inclusive o senhor presidente, têm (de cumprir) as recomendações. É preciso fazer uma observação durante alguns dias mais," disse o vice-ministro da Saúde, Marcelo Aguilar, ao ser consultado sobre as medidas adotadas no palácio.

Nas últimas horas, o Ministério da Saúde confirmou em nota mais duas vítimas da doença, entre eles o ministro da Política, Ricardo Patiño, e um militar da guarda presidencial.

A nota afirma que os três pacientes evoluem favoravelmente, mas que um dos militares apresenta um quadro de pneumonia.

Aguilar admitiu que a chamada gripe suína se espalhou pelo país, mas disse que ela ainda apresenta um baixo impacto pandêmico.

Na sede da presidência, foram reforçadas as medidas de prevenção, o que inclui a distribuição de máscaras a funcionários e visitantes.

A Assembleia Nacional também recebeu uma equipe sanitária para investigar as origens da contaminação de Patiño, que nos últimos dias participou de reuniões do Poder Legislativo e na segunda-feira assistiu ali à posse de Correa em seu segundo mandato.

O Equador já confirmou 23 mortos pela nova gripe, que surgiu em abril no México e EUA e rapidamente se espalhou para praticamente todo o mundo, levando a Organização Mundial da Saúde a declarar situação de pandemia.

(Por Alexandra Valencia)

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