Equador poderia analisar status beligerante para as Farc, com condições

Quito, 26 abr (EFE).- O Governo do Equador poderia analisar a possibilidade de reconhecer as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como força beligerante, se as condições estabelecidas no direito internacional forem cumpridas e haja a libertação, incondicional, de todos os seqüestrados, incluindo a franco-colombiana Ingrid Betancourt.

EFE |

A afirmação foi feita hoje pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, ao esclarecer versões jornalísticas, que já davam por certo que Quito faria tal reconhecimento.

Segundo Correa, alguns meios de imprensa colombianos fizeram especulações em torno de declarações suas ao canal de televisão venezuelano "Telesur", nas quais expunha seu critério sobre o status de beligerâncias.

O líder equatoriano explicou que atualmente seu país qualifica as Farc como grupo "irregular" e disse que, perante uma pergunta sobre a possibilidade de reconhecer o grupo como beligerante, respondeu que isso só poderia acontecer caso a guerrilha cumprisse várias condições.

"Se libertarem incondicionalmente os reféns, deixarem de realizar atentados e bombardeios que possam ser considerados terroristas, se cumprirem com os códigos de guerra, com os tratados de Genebra, se controlarem um território e tiverem um Exército disciplinado e organizado, aí poderíamos falar de reconhecê-las como grupo beligerante e buscar, como interlocutores válidos, um processo de paz para a Colômbia", destacou Correa.

"Neste momento o Equador considera as Farc como grupo irregular, ou seja, que não é um interlocutor válido, mas também não os considera terroristas, como nenhum país da América e nenhum outro Governo", assinalou o líder equatoriano.

Segundo Correa, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, chegou ao poder e decidiu acabar com as Farc, e para tanto decidiu chamá-las de terroristas e agora quer que os outros países também o façam.

"Por favor, senhor Uribe, mande na Colômbia, aqui quem manda são os equatorianos, aqui não vamos agüentar nenhum senhor com presunções de 'imperadorzinho'", recriminou Correa.

Além disso, disse que o Equador não se envolverá no conflito interno da Colômbia e que seu Governo acredita "firmemente na paz".

EFE fa/fb

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