Equador poderá interromper negociações de imigração com UE

QUITO (Reuters) - O Equador ameaçou interromper as negociações dos países andinos com a União Européia no sábado, depois que os líderes europeus endossaram medidas de detenção mais rígidas para imigrantes ilegais. O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que a regra que permite que países da UE detenham imigrantes ilegais por 18 meses viola os direitos humanos de trabalhadores imigrantes.

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'Podemos até suspender as negociações. O que temos para conversar com uma união de países que criminaliza os imigrantes?', disse Correa durante seu pronunciamento semanal pelo rádio. 'Será muito difícil falar de negócios e ignorar os direitos humanos'.

Grupos de direitos humanos disseram que a lei encorajará as autoridades a encarcerar mais imigrantes.

O Equador detém a presidência temporária da Comunidade Andina, que também inclui Peru, Bolívia e Colômbia. No ano passado, o grupo de países começou a negociar um acordo com a União Européia.

Milhões de latino-americanos pobres imigram para a Europa em busca de melhores empregos, tornando-os uma fonte fundamental de renda através do dinheiro enviado às famílias em seus países de origem.

Correa disse que a repressão a imigrantes ilegais é injusta para a América Latina, que abriu suas portas a milhões de europeus depois que os países latinos se tornaram independentes e, novamente, depois da Segunda Guerra Mundial.

O presidente venezuelano Hugo Chávez, aliado de Correa, chegou a ameaçar a suspensão de vendas de petróleo para o bloco de 27 países europeus e chamou a nova regra de imigração de 'vergonhosa'.

Líderes europeus disseram que Chávez não compreendeu a lei, que é considerada por autoridades européias como essencial para convencer os eleitores do continente a aceitar os imigrantes legais.

(Reportagem de Alonso Soto)

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