Equador pode impor sanções comerciais contra Colômbia, diz ministra

O governo do Equador anunciou nesta terça-feira que irá avaliar a possibilidade de impor sanções comerciais à Colômbia, após os dois países terem interrompido os esforços para normalizar suas relações diplomáticas. Não descartaríamos, no futuro, se as coisas não correrem bem, impor restrições, disse a ministra de Relações Exteriores do Equador, María Isabel Salvador, ao afirmar que o comércio entre os dois países seguiu normalmente apesar da tensão política dos últimos meses.

BBC Brasil |

As declarações da ministra equatoriana foram feitas depois de o ministro de Relações Exteriores da Colômbia, Fernando Araújo, ter anunciado, na segunda-feira, que seu governo decidiu adiar o restabelecimento de laços diplomáticos com o Equador.

Segundo Araújo, a decisão colombiana foi motivada devido a "agressões verbais" dirigidas pelo presidente do Equador, Rafael Correa, contra a Colômbia.

"Fica adiado, porque nesse ambiente não se pode restabelecer as relações, em meio a insultos", disse Araújo.

"Eles falam em adiar... nós tomamos a decisão de não restabelecer as relações com a Colômbia", afirmou a ministra equatoriana, em resposta às declarações de Araújo.

Crise
A crise entre os dois países começou em março, após uma incursão do Exército colombiano em território equatoriano para atacar um acampamento do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Depois desse episódio, os dois governos ordenaram o retorno de seus respectivos embaixadores.

A crise envolve ainda a Venezuela e a Nicarágua.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez duras críticas ao líder colombiano, Álvaro Uribe, logo após a incursão militar em território equatoriano.

A tensão entre Nicarágua e Colômbia foi motivada pela decisão do governo nicaragüense de dar asilo a dois integrantes das Farc.

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