Equador pede ajuda financeira para não explorar petróleo da Amazônia

Paris, 14 mai (EFE) - O presidente do Equador, Rafael Correa, apresentou hoje ao Ministério de Ecologia francês seu projeto Ishpingo-Tambococha-Tiputini (ITT), pelo qual pede US$ 350 milhões da comunidade internacional ao ano para não explorar as reservas petrolíferas na Amazônia. Correa, que disse que Paris tinha recebido a iniciativa com grande entusiasmo, se reuniu com o titular de Ecologia, Jean-Louis Borloo. Para o desenvolvimento desse projeto, o presidente equatoriano exige da comunidade internacional co-responsabilidade para que, pelo menos, compense a metade da receita que o Equador receberia se explorasse a jazida, com reservas superiores aos 900 milhões de barris. O chefe do Estado do Equador calculou que seu país deve ser compensado com US$ 350 milhões anuais, a metade do que poderia obter com essas reservas durante várias décadas. Estamos dispostos a renunciar a grande parte dessa quantia de dinheiro e de recursos financeiros tão necessários para o desenvolvimento de nosso país em troca de evitar queimar mais combustíveis fósseis, de afetar mais o clima mundial e de preservar essa região de tanta diversidade, ressaltou. Correa afirmou que é uma iniciativa extremamente desafiante e também o principal projeto de seu Governo, no qual pôs muita esperança e fé. É uma ruptura com a política energética e com a lógica econômica tradicionais, acrescentou, porque é hora de que se compense a geração de valor, e não só a geração de me...

EFE |

Por sua parte, a secretária técnica da iniciativa ITT, Juana Ramos, também presente nessa reunião, explicou que cabe a Quito elaborar os mecanismos de financiamento do projeto.

Entre as opções cogitadas está a emissão de um bônus remissível" ao pagador caso o Equador "decida explorar o petróleo" no futuro.

EFE jaf/db

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