Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Equador ordena prisão preventiva de sobreviventes de bombardeio contra Farc

Quito, 14 mai (EFE).- A justiça do Equador pediu a prisão preventiva da cidadã mexicana e das duas colombianas sobreviventes do bombardeio militar colombiano contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano no dia 1º de março, embora as três estejam atualmente na Nicarágua.

EFE |

Wirmar Gonzabay, procurador da província de Sucumbíos, na fronteira com a Colômbia, confirmou à Agência Efe via telefone que a ordem de prisão foi emitida pelo juiz dessa jurisdição, Pedro Bolaños.

Outra fonte da Procuradoria Geral em Quito, que pediu o anonimato, confirmou à Efe que "foi pedida a prisão das três sobreviventes depois da abertura da instrução fiscal, na qual também está incluída uma ordem de permanência", que as impede de sair do país.

O advogado das três mulheres, Francisco Revelo, impugnou a instrução e argumentou que as acusadas realizavam passeios turísticos em Quito e Angostura.

"É um processo longo. Se existe auto de solicitação a julgamento, poderia ser pedida a extradição das três mulheres", comentou Gonzabay, embora para Ramiro Román, advogado penal, a ação não seja viável porque as três mulheres não são equatorianas e têm proteção especial, concedida pela Nicarágua.

Segundo o jornal "El Comercio", o Ministério Público abriu ontem uma instrução fiscal contra a mexicana Lucía Morett e as colombianas Martha Pérez Gutiérrez e Doris Torres Bohórquez, sobreviventes do ataque colombiano na região equatoriana de Angostura.

Gonzabay, ainda de acordo com o jornal, iniciou a causa durante a audiência pública de formulação de acusações, convocada ontem.

Na audiência foram citadas as três mulheres, que estavam na Nicarágua antes da abertura do caso.

O procurador de Sucumbíos, segundo o jornal, relatou os fatos registrados no dia 1º de março após o ataque que causou a morte de 26 pessoas, entre elas o número dois das Farc, conhecido como "Raúl Reyes", e o equatoriano Franklin Aisalla.

Das investigações realizadas, Gonzabay deduziu que há "argumentos para acusar as três mulheres por delitos contra a segurança interior do Estado", e que elas ainda poderiam estar relacionadas com organizações "guerrilheiras" ou "terroristas", o que poderia gerar penas de até 12 anos de prisão.

Por esse motivo, Gonzabay pediu a Bolaños a prisão preventiva de Morett, Pérez e Bohórquez e solicitou a permanência das três.

"As três mulheres estavam no acampamento das Farc, o que leva a pensar que fazem parte do grupo guerrilheiro", disse Gonzabay.

No domingo passado, Pérez e Bohórquez abandonaram o Equador e viajaram para a Nicarágua, onde Morett já estava, após receberem asilo diplomático, oficialmente outorgado por parte do Governo de Manágua, segundo a Chancelaria.

Pérez e Bohórquez estavam internadas no Hospital Militar de Quito e se recuperavam dos ferimentos sofridos durante o bombardeio das Forças Militares colombianas.

A saída do Equador das duas colombianas ocorreu pouco depois de o ministro de Governo (Interior), Fernando Bustamante, advertir que elas podiam abandonar o país apenas se a Promotoria permitisse, já que ambas estavam submetidas a uma ordem de permanência ditada pelo Ministério Público.

As duas colombianas e Morett foram resgatadas por militares equatorianos após a operação efetuada por tropas colombianas no acampamento das Farc instalado na floresta amazônica equatoriana, próxima à fronteira com a Colômbia.

Nessa operação morreram, além disso, quatro universitários mexicanos e um militar colombiano, entre outros. EFE sm-jc/bm/fb

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG