Equador ordena expulsão de funcionário de embaixada dos EUA

QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou neste sábado a expulsão do país de um funcionário da embaixada dos Estados Unidos depois de acusá-lo de impor condições para ajuda operacional e econômica para o desenvolvimento de projetos com a polícia equatoriana. Armando Astorga, um dos representantes da embaixada dos EUA no Equador, teria enviado uma carta para autoridades policiais do país informando que dava por encerrado um convênio de apoio para a criação de unidades para a luta contra o contrabando.

Reuters |

A decisão comunicada pelo funcionário da embaixada se sustentou na negativa do país andino de que os EUA designasse funcionários que desenvolveriam os projetos. O Equador afirmou que a exigência violava sua soberania.

"Não vamos permitir que nos tratem como se fôssemos uma colônia", disse Correa, acrescentando que o funcionário tem 48 horas para deixar o Equador.

"Senhor Astorga, fique com seu dinheiro sujo, não precisamos dele, aqui há dignidade...O Equador não precisa da caridade de ninguém", disse Correa.

Representantes da embaixada dos EUA não estavam disponíveis para comentar a decisão do presidente equatoriano.

Correa, que tem ameaçado com expulsão várias empresas estrangeiras, assegurou que os projetos serão assumidos pelo Estado.

No ano passado, o presidente equatoriano expulsou do país a construtora brasileira Odebrecht.

(Por Alexandra Valencia)

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