Quito, 25 nov (EFE) - O ministro de Defesa equatoriano, Javier Ponce, assegurou hoje que o país não pediu crédito ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para comprar 24 aviões Supertucanos da Embraer, já que planeja pagá-los com dinheiro. É preciso esclarecer que não há nenhum crédito, afirmou Ponce aos jornalistas. Os Supertucanos não estão sendo comprados com crédito nem do Brasil nem de lugar algum, é o Estado equatoriano quem está pagando com dinheiro. Já deu um adiantamento de US$ 69 milhões previsto em contrato e depois cumprirá os pagamentos, acrescentou.

O ministro respondeu assim a uma notícia publicada hoje pelo jornal "O Estado de S. Paulo", que afirmava que o Governo brasileiro tinha decidido suspender a autorização para que o BNDES financiasse a venda dos aviões ao Equador.

Segundo o jornal, a medida seria conseqüência da decisão do Governo equatoriano de pedir a um tribunal internacional a arbitragem sobre a dívida de US$ 242,9 milhões que contraiu com o BNDES para construir a hidrelétrica de San Francisco.

A publicação ressalta que o crédito de US$ 261 milhões para a compra dos aviões da Embraer também seria concedido pelo BNDES.

A compra dos aviões militares foi anunciada em abril pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, que destacou que as aeronaves seriam usadas na fiscalização da fronteira. EFE sm/db

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