Equador não quer reconhecer eleições sob Governos não eleitos

Quito, 3 ago (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, disse hoje que defenderá na União de Nações Sul-americanas (Unasul) o não reconhecimento de pleitos convocados por Governos que não tenham sido eleitos, e opinou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) deveria fazê-lo em relação a Honduras.

EFE |

O país centro-americano tem eleições programadas para o dia 29 de novembro e está sob o Governo nomeado depois da derrubada deo depois da Manuel Zelaya em 28 de junho.

Em uma entrevista à Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica (ALER), Correa falou de seus planos como próximo presidente temporário da Unasul, cargo que assumirá no próximo dia 10 em Quito.

Em referência a Honduras, o presidente equatoriano lamentou que não se tenha passado das palavras aos fatos no momento de rejeitar o golpe de Estado. "É claro que esse Governo de fato pode se manter com o apoio de grupos de poder econômico da região e dos próprios Estados Unidos", disse.

Correa considerou que setores dos EUA têm "poderosos interesses empresariais em Honduras" e que se o Governo americano "quiser acabar com o golpe militar, acaba amanhã".

O chefe de Estado do Equador também opinou que o não reconhecimento das eleições de novembro em Honduras é uma "medida muito efetiva e que a OEA tem que decidir com maior contundência".

Correa disse ter esperança que esse pronunciamento ocorra "nos próximos dias", pois, segundo ele, a estratégia do Governo de Roberto Micheletti, nomeado como presidente de Honduras pelo Congresso de seu país, é "chegar às eleições de novembro como se nada tivesse acontecido".

"Queremos uma resolução muito clara para dizer: qualquer eleição que se realize sob um regime de fato não tem validade alguma. Em consequência, de nada servirá chegar a novembro, porque essas eleições não serão reconhecidas pela comunidade internacional", argumentou.

Segundo Correa, "esta é a postura que o Equador está impulsionando na OEA e que impulsionaremos também na Unasul". EFE sm/bba

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