Equador manda EUA desocuparem base militar até novembro de 2009

Quito, 29 jul (EFE).- O Governo do Equador enviou hoje uma notificação ao dos Estados Unidos, pedindo para que os americanos desocupem a base militar de Manta até novembro do ano que vem, informou o Ministério das Relações Exteriores equatoriano.

EFE |

O Governo de Rafael Correa comunicou à embaixada americana em Quito sua decisão de dar por encerrado o acordo de cooperação bilateral assinado o 12 de novembro de 1999 sobre o uso da base em Manta, situada no oeste do Equador e destinada à luta contra o narcotráfico na região.

O acordo previa o "acesso e o uso, por parte dos Estados Unidos, das instalações da base da Força Aérea equatoriana em Manta para atividades antinarcóticos", diz um comunicado oficial da Chancelaria do Equador.

O texto destaca ainda que, "em conversas com funcionários americanos, foi combinado que as operações realizadas (na base de Manta), amparadas no mencionado acordo, terminariam no mês de agosto de 2009".

Nesses contatos, também ficou acertado que "o processo de retirada do pessoal estrangeiro da base da Força Aérea equatoriana em Manta" deveria terminar em novembro de 2009, diz o documento.

Segundo o acordo, "as instalações do posto avançado americano serão transferidas à autoridade correspondente da Força Aérea equatoriana".

O acordo sobre a base de Manta foi aprovado durante o Governo do ex-presidente democrata-cristão Jamil Mahuad, que deixou o poder antes do fim de seu mandato, depois de aprovar a dolarização da economia equatoriana e de afundar ainda mais o país em uma crise financeira sem precedentes.

Desde o princípio, a presença do contingente americano em Manta gerou suspeitas de amplos setores da sociedade, que achavam que o posto avançado seria usado para apoiar a luta contra os guerrilheiros da Colômbia.

Além disso, a captura e o afundamento de navios pesqueiros que transportavam ilegalmente emigrantes equatorianos para os EUA duramente criticados no Equador. EFE fa/sc

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