Equador lamenta e rejeita declarações de autoridade antiterrorista dos EUA

Quito, 2 mai (EFE) - O Equador lamentou e rejeitou nesta sexta-feira os comentários do embaixador Dell L. Dailey, coordenador do Escritório contra o Terrorismo do Departamento de Estado dos EUA, sobre uma suposta relação entre o Governo equatoriano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

Em uma recente entrevista coletiva em Washington, ao ser perguntado sobre a existência de provas escritas sobre a relação entre o Governo do Equador e as Farc, Dailey disse acreditar que exista uma vinculação, disse a Chancelaria equatoriana através de um boletim de imprensa.

"Goste ou não o Equador, 'Raúl Reyes' e seu grupo morreram em seu território. Portanto, o Equador não está protegendo seu território como gostaríamos", disse o Ministério das Relações Exteriores.

"O Governo Nacional lamenta e rejeita a intromissão do embaixador Dailey em assuntos internos equatorianos, assim como sua prepotência ao pretender que a política de segurança equatoriana se ajuste aos gostos de um país estrangeiro", expressou a Chancelaria.

O comunicado acrescenta que as declarações de Dailey são uma "intromissão" nos assuntos internos do Equador e "se contradizem" com o relatório anual sobre terrorismo, publicado esta semana pelo próprio Departamento de Estado americano.

Nesse relatório o Governo americano afirma que a maior ameaça de segurança para o Equador é a presença de grupos narcoterroristas colombianos na fronteira norte, lembra o comunicado.

O texto assinala que as Farc utilizam regularmente território equatoriano para descanso, reabastecimiento e treinamento, e estaria vinculada direta ou indiretamente a um grande número de cidadãos equatorianos.

A Chancelaria acrescenta que "o fato de grupos irregulares como as Farc entrarem em território equatoriano também não demonstra que exista conexão com o Governo equatoriano, e, ao contrário, demonstra a incapacidade da Colômbia de manter o conflito dentro de suas fronteiras".

O comunicado esclarece, no entanto, que o "Equador considera que as declarações de Dailey tratam-se apenas de sua opinião e não refletem a postura oficial do Governo dos Estados Unidos".

O Governo equatoriano ratificou sua independência e soberania frente a qualquer pressão externa; sua decisão de rejeitar toda intromissão de tropas estrangeiras regulares ou irregulares; e sua atuação sempre com base em convicções, "sem se importar com o que digam ou deixem de dizer funcionários estrangeiros", conclui. EFE sm/iw/ma

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