Equador expulsa outro funcionário da embaixada dos EUA no país

QUITO - O Equador expulsou um funcionário da embaixada dos Estados Unidos no país, o segundo em menos de duas semanas, acusando-o de condicionar a ajuda operativa que Washington dá a unidades da polícia equatoriana, disse o chanceler nesta quarta-feira.

Reuters |

A expulsão do primeiro secretário da embaixada dos Estados Unidos, Mark Sullivan, foi ordenada pelo presidente Rafael Correa, 11 dias após tomar decisão semelhante com outro funcionário. Ambos foram criticados por intervir na nomeação de pessoal das unidades da polícia equatoriana.

"Estamos declarando ao senhor Mark Sullivan persona non grata, ele é o primeiro secretário da embaixada e estamos dando um prazo de 48 horas para que o funcionário deixe o país", disse o chanceler Fander Falconí a jornalistas.

Autoridades equatorianas acusam o funcionário de condicionar o apoio que os Estados Unidos fornecem à Unidade de Investigações Especiais da Polícia (UIES), em caso similar ao relatado por Correa no dia 7 de fevereiro.

Naquela ocasião, o popular presidente expulsou o funcionário da embaixada Armando Astorga, que havia deixado o país em janeiro, acusando-o de condicionar a ajuda à outra unidade policial, dedicada ao combate ao contrabando.

Falconí disse que Sullivan continuava no país e que a decisão havia sido comunicada à Embaixada dos Estados Unidos.

A porta-voz da embaixada norte-americana, Martha Youth, disse que oficiais vão informar Washington da decisão equatoriana. Por enquanto, ela não quis comentar o caso.

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