Equador entra na reta final de campanha para referendo sobre Constituição

Quito, 21 set (EFE) - O Equador entrou hoje na reta final da campanha eleitoral para o referendo que aprovará ou rejeitará o projeto de Constituição, em meio a uma polarização das posições e com os líderes políticos em busca dos indecisos.

EFE |

Mais de nove milhões de equatorianos estão convocados às urnas no próximo domingo para o referendo sobre a Carta Magna, que, se for ratificada, vai se transformar no 20º texto constitucional da história do país.

Embora a Lei eleitoral impeça a publicação de pesquisas na última semana de campanha, analistas políticos consultados pela Agência Efe consideram que o número de indecisos ainda é suficientemente grande e esses continuam sendo o alvo mais procurado pelos líderes políticos.

Em geral, a campanha eleitoral transcorreu sem violência, fora um episódio no qual estudantes universitários que apóiam o "não" entraram em confronto com a Polícia em uma universidade de Guayaquil onde, pouco antes, o presidente equatoriano, Rafael Correa, havia apresentado seu tradicional relatório de trabalho.

No entanto, insultos e ironia caracterizaram a campanha, na qual ambos os grupos se acusaram de mentirosos e pediram que a população lesse diretamente o projeto de Constituição.

Os grupos distribuíram milhares de cópias de textos constitucionais, mas a oposição entregou também sua própria proposta ao assegurar que o que foi distribuído como oficial não foi aprovado no plenário da Assembléia, denúncia investigada pela Promotoria.

A reforma constitucional é um dos principais pontos do Governo de Correa, motivo pelo qual o presidente colocou lenha na fogueira na campanha e, apesar da crítica de seus opositores, não deixou de informar sobre o projeto da Carta Magna em cada uma de suas apresentações oficiais, principalmente no último mês. EFE sm/fh/db

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