Equador entra em período de reflexão antes de referendo de domingo

Susana Madera. Quito, 26 set (EFE) - O Equador entrou hoje em um período de reflexão prévio ao referendo de domingo sobre a nova Constituição, com a qual o presidente equatoriano, Rafael Correa, quer promover suas reformas e concretizar sua chamada revolução cidadã. Os equatorianos vivem a ressaca de uma campanha que, segundo analistas políticos, acabou esgotando a população, que, durante mais de um mês, viveu entre uma exaustiva propaganda nos veículos de comunicação, principalmente na televisão. A oposição criticou duramente o Executivo ao denunciar, sem dados, que esse usou recursos do Estado para promover o projeto de Carta Magna redigido pela Assembléia Constituinte, de maioria governista, o que é negado pelo Governo que, por sua vez, defendeu seu direito de divulgar a iniciativa. Apesar de, na última quinta-feira, ter terminado oficialmente a campanha, isso não impediu Correa de aparecer hoje publicamente em entrevistas nas quais se referiu ao referendo, apesar de ter se abstido de especificar suas postura eleitoral. O chefe de Estado, por exemplo, pediu a seus compatriotas, em entrevista na televisão, para votar no referendo constitucional, entendendo que o que se elege é o futuro, e para respeitarem, depois, os resultados, independente de quais forem. O importante é que agora, com muita alegria, entusiasmo, esperança, vamos no domingo às urnas, que o grande vencedor seja o povo equatoriano, a democracia do país, que entendamos que não ...

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Calcula-se que, nesta oportunidade, cerca de 157 mil equatorianos no exterior votem, dos quais 123.705 estão cadastrados na Europa, 21.665 nos Estados Unidos e Canadá, 11.308 na América Latina e 325 em outros países.

Por sua vez, os observadores internacionais se deslocam por diferentes cidades para vigiar o processo de domingo, que será monitorado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pela União Européia (UE), pelo Parlamento Andino e pelo Centro Carter, entre outros.

O chefe da Missão de Observadores da OEA, Enrique Correa, disse hoje que o TSE afirmou que possivelmente no mesmo dia do referendo devem ser divulgados os resultados oficiais com 70% dos votos apurados.

Para Enrique Correa, isso seria "muito encorajador", já que, no domingo, haverá vários resultados oficiosos circulando depois das 17h (19h em Brasília), quando os colégios eleitorais se fecharem.

A Polícia e os militares finalizam os detalhes para o controle do processo eleitoral, enquanto o Registro Civil afirmou que trabalhará inclusive no dia do referendo para proporcionar o documento de identidade, requisito básico para o voto, que é obrigatório no Equador a partir dos 18 anos.

O Ministério da Defesa equatoriano descartou hoje indícios de alguma situação que prejudique a paz no Equador visando à consulta, pois, segundo o vice-ministro, Miguel Carvajal, existe "absoluta tranqüilidade" no país e os dispositivos de segurança estão em plena execução.

Por sua vez, o ministro de Governo (Interior), Fernando Bustamante, destacou que o Governo garantirá o respeito aos resultados e afirmou que, se o "sim" ganhar, convidarão todos os cidadãos a se somar "à construção do novo Estado". EFE sm/db

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