Equador e França apostam em acordo humanitário para libertar reféns das Farc

Quito, 29 abr (EFE).- Equador e França apostam em um acordo humanitário para a libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse hoje o ministro da Segurança Interna e Externa equatoriano, Gustavo Larrea, depois de se reunir com o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner.

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O chanceler francês chegou hoje a Quito procedente de Bogotá, para reunir-se com o presidente equatoriano, Rafael Correa, a fim de tratar um eventual reatamento dos contatos para conseguir a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e outros seqüestrados pelas Farc.

Após seu encontro com Kouchner, o ministro Larrea afirmou que França e Equador têm em comum "a luta pelo direito internacional humanitário e pleno respeito pelos direitos humanos no mundo".

"Nessa linha, coincidimos em voltar a insistir na libertação de Ingrid Betancourt e de todos os seqüestrados que se encontram em poder das Farc", acrescentou o dirigente equatoriano.

"Consideramos o seqüestro um delito execrável", completou Larrea, que comentou que "a guerrilha (das Farc) tem de abrir as portas para um acordo humanitário (para a libertação de seqüestrados) e, neste sentido, essa reunião aposta pela conquista desse objetivo".

O chanceler Kouchner chegou ao Equador hoje pela manhã, almoçou com a ministra de Assuntos Exteriores equatoriana, María Isabel Salvador, e posteriormente se reuniu com o ministro do Governo, Fernando Bustamante, e também com Larrea, antes de participar de um encontro com o presidente Correa.

As conversas ocorreram com portas fechadas. Uma fonte diplomática equatoriana declarou que na ocasião também foi abordado o conflito diplomático entre Equador e Colômbia e possíveis soluções para o restabelecimento das relações entre os dois países.

Quito rompeu relações diplomáticas com Bogotá em 3 de março último, após operação militar colombiana contra um acampamento das Farc em território equatoriano. Na ação, morreram 26 pessoas, entre elas o porta-voz internacional do grupo guerrilheiro, conhecido como "Raúl Reyes". EFE cho-jc/fr

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