Equador e Colômbia trabalharão em diretrizes para restabelecer relações

Quito, 14 set (EFE).- O chanceler equatoriano, Fander Falconí, disse hoje que, junto a seu colega colombiano, Jaime Bermúdez, começarão a trabalhar em diretrizes claras no próximo dia 22 de setembro, no marco da reunião da Assembleia Geral da ONU, para restabelecer as relações entre ambos países.

EFE |

Os ministros se encontrarão em Nova York, para a reunião sobre a Mudança Climática da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo que desde março de 2008, ambos os países romperam seus laços diplomáticos.

Segundo divulgou a Chancelaria equatoriana, Falconí assinalou que a finalidade será fazer o encontro "o mais frutífero possível" onde também se tratará da possibilidade de acudir a um centro de mediação internacional.

"Concordamos avançar o possível em reuniões bilaterais entre os dois chanceleres para que identifiquemos claramente onde temos pontos de consenso, o que implica que o trabalho faz-se muito mais ágil e ligeiro", explicou Falconí.

"Nos pontos de conflito -dependendo da profundeza, nível e grau de conflito- podemos acudir eventualmente a centros de mediação especializados, personalidades ou buscar outros mecanismos", apontou.

Acrescentou que é "necessário saber" que as reuniões de aproximação que preveem manter ambos os funcionários serão "de tipo diagnóstico" e nelas se pretenderá "não ter camisas de força frente aos temas que poderiam eventualmente superar-se com mecanismos de mediação internacional".

Falconí indicou que o Governo equatoriano trabalha "estes dias" nos preparativos "para propor uma metodologia de trabalho", com vistas a superar a crise diplomática.

A ruptura de relações entre Equador e Colômbia aconteceu no dia 3 de março de 2008, dois dias depois que o Exército da Colômbia realizasse um ataque em território equatoriano contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o que foi considerado por Quito como uma violação a sua soberania.

O chanceler equatoriano lembrou que após a ruptura de relações seu país colocou à Colômbia um conjunto de requisitos "mínimos" para restabelecer os laços e disse que as reuniões bilaterais que se preparam "não podem perdê-los de vista".

"Nesta reunião, que se dá depois de mais de um ano, se verá até onde podemos avançar", especificou, após opinar que para enfrentar o desafio de voltar à normalidade da situação "há uma vontade política das duas partes".

"O que temos que fazer nas chancelarias é formular diretrizes claras, para conseguir que este diálogo seja substancioso e finalmente termine no que nosso povos desejam, que é gerar mecanismos de paz com confiança", reiterou. EFE ic/fk

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