QUITO (Reuters) - Os chanceleres de Equador e Colômbia preparam uma reunião em setembro que seria a primeira aproximação formal para a retomada dos laços diplomáticos entre os dois países, disse nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí. Os governos de Quito e Bogotá mantém rompidos os vínculos formais desde março do ano passado, após uma incursão do Exército colombiano em território do Equador para destruir uma base de guerrilheiros das Farc. No entanto, nas últimas semanas os dois governos deram sinais de uma reaproximação.

"Inicialmente programamos que em setembro, ainda não pudemos fechar a data..., mas tenho certeza que encontraremos uma data em setembro para conseguir processar alguns pontos", disse Falconí a jornalistas.

O chanceler equatoriano afirmou que as bases para a aproximação estão nos princípios aprovados na reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), na semana passada, na Argentina.

Na cúpula, onde foi debatido o novo pacto militar entre Colômbia e Estados Unidos, que autoriza soldados norte-americanos a usarem bases militares no país sul-americano, ficou decidido declarar a região uma zona de paz e não reconhecer o princípio da extraterritorialidade.

Com base nesses princípios, o Equador está disposto a iniciar o diálogo com Bogotá, mas também será necessário abordar os requisitos mínimos impostos pelo presidente Rafael Correa para que haja uma reaproximação maior, disse Falconí.

O Equador pediu ao governo do colombiano Alvaro Uribe que entregue informações sobre a incursão militar em seu território e pare de vincular o governo de Correa às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o maior grupo guerrilheiro da Colômbia.

Falconí e o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, tiveram uma rápida reunião em meados de agosto em Lima, quando disseram que estavam explorando opções de aproximação entre as partes.

(Por Alexandra Valencia)

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