Equador diz que vídeo das Farc é parte de ofensiva política colombiana

Quito, 17 jul (EFE).- O ministro de Segurança Interna e Externa do Equador, Miguel Carvajal, afirmou hoje que o vídeo divulgado com declarações de um dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), sobre uma suposta ajuda financeira da guerrilha ao presidente Rafael Correa, faz parte de uma ofensiva política.

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Segundo o ministro, o vídeo pertence a uma "reiterada prática" que se repete desde o bombardeio colombiano em território do Equador, em 1º de março de 2008, e que "não só pretende vincular o Governo com as Farc, mas também deslegitimar a política impulsionada pelo Executivo frente ao narcotráfico e a grupos irregulares".

Para o ministro, o vídeo divulgado hoje é uma "ofensiva midiática" que pretende justificar o bombardeio e que "não é nova".

"Não é nova a ofensiva política contra o país e os processos democráticos da região", declarou o político à "Rádio Quito".

O ministro disse que "os fatos falam por si sós", pois o Governo equatoriano "foi absolutamente inflexível, intolerante, e seguirá sendo, com a presença de qualquer grupo irregular colombiano".

Como exemplo, citou que, em 2008, o Equador destruiu 180 instalações guerrilheiras em seu território e que em 2007 foram 47.

Carvajal vinculou o vídeo com as respostas da Colômbia à ordem de detenção do ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, emitida por um juiz equatoriano por seu envolvimento no bombardeio de um acampamento clandestino das Farc no Equador, em que morreram 26 pessoas.

Em declarações recolhidas pelo site da Presidência, Carvajal lembrou que hoje foi o último voo dos Estados Unidos na base americana na cidade litorânea de Manta e que "não é coincidência" que também hoje se tenha divulgado o vídeo.

Segundo ele, dadas as circunstâncias políticas e temporárias do conflito diplomático entre Equador e Colômbia, "não seria nada raro que o vídeo tenha sido manipulado".

Por isso, como anunciou, o Governo do Equador verificará a fonte.

EFE ic/rr

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