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Equador diz que tropas dos EUA na Colômbia levarão a corrida armamentista

Quito, 7 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí, afirmou hoje que a eventual presença americana em sete bases militares da Colômbia levaria os países vizinhos a entrar em corridas armamentistas e de segurança dentro de mecanismos de dissuasão e de defesa.

EFE |

Para Falconí, uma possível presença militar dos EUA na Colômbia provocaria o agravamento das relações entre esse país e o Equador, rompidas desde o bombardeio colombiano em território equatoriano no dia 1º de março de 2008.

"Este tipo de situação leva a políticas defensivas por parte dos países vizinhos e provocam fundamentalmente inquietações e dúvidas", declarou ao portal "Ecuadorinmediato".

"Ninguém discute o direito dos países de ter o nível de políticas públicas e de segurança interna que desejem", apontou Falconí, mas argumentou que "o que está envolvido é um fator de desestabilização regional".

Segundo ele, a América Latina vive uma época "distinta", na qual os Governos "são democráticos, propõem iniciativas de mudança, de transformações profundas", e essa presença "não deve ser aceita na América Latina".

Em 17 de julho, houve o último voo de operações na base militar que os EUA tinham no Equador, na cidade litorânea de Manta.

Dias depois, a Colômbia anunciou que negociava com os EUA um acordo que contemplaria a utilização de sete bases militares colombianas por soldados americanos, o que despertou certa rejeição nos países da região. EFE ic/bba

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