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Quito, 16 mai (EFE).- O ministro de Justiça e Direitos Humanos do Equador, Gustavo Jalkh, afirmou hoje que não pode receber credibilidade o relatório apresentado na última quinta pela Interpol, a Polícia Internacional, sobre os computadores que Bogotá confiscou no acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no dia primeiro de março.

"Não pode ter credibilidade, pois uma vez que se rompe uma cadeia de custódia, tudo o que se surge posteriormente tem total descrédito", declarou Jalkh à emissora "Teleamazonas".

Jalkh afirmou que os "fatos divulgados não têm que ser provados e o fato divulgado de que a cadeia de custódia está rompida, é evidente e público e não tem que ser provado por nenhuma perícia".

Para Jalkh, o que é indicado nos computadores que supostamente pertenciam ao porta-voz das Farc "Raúl Reyes" não é prova alguma das acusações provenientes de Bogotá contra o Equador.

"O que for dito pelo computador é absolutamente sem nenhum valor e sem nenhum peso", declarou ao indicar que é inconsistente considerar verdadeiro o que está no computador de "Reyes" e não o que afirma o site das Farc sobre o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Jalkh disse que devem ser investigadas todas as questões, mas "não com fatores de prova que não são objetivos". EFE sm/fal

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