Equador descarta contato direto com Farc para libertar reféns

Quito, 10 jun (EFE) - O Governo do Equador descarta qualquer contato direto com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para a libertação de reféns, disse o ministro de Segurança Interna e Externa equatoriano, Gustavo Larrea. Em entrevista publicada hoje pelo jornal El Telégrafo, Larrea afirmou que o Equador continuará fazendo gestões através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para conseguir a libertação dos seqüestrados pelas Farc. O ministro indicou que manter contatos diretos com a guerrilha colombiana seria dar respaldo ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para satanizar os defensores dos direitos humanos e do Direito Internacional Humanitário. Ele qualificou de causa justa a libertação de reféns e disse que não é preciso pedir autorização para ninguém para lutar por este objetivo, mas ressaltou: Obviamente, não vamos intervir no território colombiano nem vamos fazer qualquer ação que viole sua soberania. Larrea, que reconheceu que participou de gestões humanitárias para a libertação dos reféns das Farc, disse crer que deveria haver uma política conjunta com outros países amigos, entre eles França e vários da América Latina, para conseguir a entrega destas pessoas, na qual, diz, os direitos humanos devem estar em primeiro plano. Estes países fizeram chegar às Farc, através da imprensa colombiana e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a exigência para que libertem os seqüestrados, ressaltou La...

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EFE jc/db

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