Equador denuncia suposta conspiração militar

QUITO (Reuters) - O governo do Equador denunciou nesta terça-feira supostas reuniões de militares aposentados nas quais se utilizam expressões inadequadas, que poderiam degenerar em chamados a uma conspiração contra o presidente Rafael Correa. O ministro de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, disse que o governo tem conhecimento de uma reunião realizada há três meses em uma cidade costeira do país, na qual foram utilizadas expressões bastante complicadas por parte de um oficial da reserva.

Reuters |

O vice-presidente da República, Lenin Moreno, se somou à denúncia e assegurou a uma rádio local que tinham conhecimento de uma reunião de militares aposentados que poderiam desestabilizar o governo.

Correa, um líder popular que assumiu seu segundo mandato no início do mês, havia denunciado anteriormente a intenção de diferentes setores de desestabilizar seu governo. Indicou inclusive que poderia ter a mesma sorte que o mandatário hondurenho Manuel Zelaya.

O ministro indicou que no país existe liberdade para qualquer setor se reúna e debata temas políticos, mas sem chegar a declarações que possam atentar contra a estabilidade do governo.

O governo está organizando comitês de defesa para ajudar Correa a defender a estabilidade do país andino.

Os chamados "comitês de defesa da revolução" despertaram críticas em vários setores, sob o argumento de que o mandatário está seguindo os passos da Venezuela e de Cuba ao organizar seus seguidores.

(Reportagem de Alexandra Valencia)

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