Equador critica Colômbia por se recusar a cooperar em seqüestro

Quito, 25 out (EFE) - O Governo do Equador anunciou que prepara um processo internacional contra a Colômbia por se negar a ajudar na libertação de um seqüestrado equatoriano, e ameaçou restringir a entrada de colombianos em seu território para evitar esse tipo de delitos.

EFE |

A afirmação foi feita pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, em seu programa de rádio e televisão dos sábados, que tinha sido gravado na sexta-feira, e no qual criticou a recusa das autoridades colombianas em colaborar na libertação do equatoriano Kléber Larriva.

O líder lembrou que o seqüestrado, irmão do governador da província de Azuay, Osvaldo Larriva, foi libertado esta semana em território colombiano após o pagamento do resgate exigido por seus seqüestradores.

"Buscaremos a maneira legal de processar, civilmente, o Estado colombiano, porque eles têm que responder por isso, porque eles não podem controlar seu território", destacou.

Correa afirmou que "a Polícia colombiana foi informada de um seqüestrado equatoriano por quadrilhas criminosas colombianas, recebeu as coordenadas, sabia de tudo, e nos disseram: 'não podemos agir porque esse território é controlado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)'".

"Que vergonha", criticou o presidente equatoriano, pois, segundo seu critério, "não é possível que um Estado não possa controlar todo o seu território".

Correa também criticou o fato de o Governo do colombiano Álvaro Uribe ter enviado às Nações Unidas um documento no qual explicava os lugares em território do Equador onde a guerrilha, supostamente, tem acampamentos. EFE fa/db

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