Equador cria comissão para investigar vídeo que liga presidente às Farc

O ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí, anunciou nesta sexta-feira que o governo criou uma comissão para investigar um vídeo divulgado pela imprensa colombiana no qual um guerrilheiro afirma que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) teriam financiado a campanha eleitoral de 2006 do presidente Rafael Correa.

EFE |

A comissão será formada pelo ministro de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, o ministro coordenador da Política, Ricardo Patiño, e o secretário da Administração, Vinicio Alvarado, assim como pelo próprio chanceler.

"Estamos avaliando os elementos técnicos e evidentemente vamos chegar à verdade", disse Fander Falconí, conforme disponível no site da própria Presidência. "Queremos um reconhecimento da verdade e não achamos que existam elementos técnicos suficientes para envolver um governo e um presidente que foi bastante enfático em indicar que não temos relação com (nenhum) tipo de grupo irregular", acrescentou.

O ministro insistiu que tanto o governo quanto o partido governista, o Movimento País, "jamais" receberam "uma contribuição de qualquer movimento irregular ou de alguma conta que não fosse absolutamente transparente". Além disso, afirmou que, na Colômbia, há "uma campanha midiática agressiva" contra o Equador que tentou vincular as autoridades equatorianas com as Farc.

O ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, qualificou o conteúdo do vídeo divulgado como "uma falsidade absoluta", segundo o canal "Ecuavisa". Ele questionou "desde quando as palavras do guerrilheiro José Briceño, conhecido como "Mono Jojoy" têm maior valor que as palavras de um governo democrático como o equatoriano".

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