Equador continua com investigações sobre sobreviventes do 1º de março

Quito, 12 mai (EFE).- A Procuradoria do Equador continuará com as investigações em torno das duas colombianas que receberam asilo da Nicarágua após sobreviver, no dia 1º de março, a um ataque de militares colombianos a um acampamento das Forçar Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em solo equatoriano, disseram hoje fontes da instituição.

EFE |

"Vamos continuar com as investigações", disse o procurador Alfredo Alvear aos jornalistas após agregar que essa instituição pode pedir a extradição das cidadãs colombianas Doris Bohórquez e Martha Pérez, que abandonaram ontem o país após receber de forma oficial "asilo diplomático" do Governo da Nicarágua.

"Inclusive podemos pedir a extradição, mas vamos ver o que nos diz o Governo da Nicarágua", afirmou Alvear.

As duas colombianas, que permaneceram cerca de dois meses em um hospital de Quito enquanto se recuperavam dos ferimentos causados pelo bombardeio, viajaram ontem à Nicarágua, informou a Chancelaria equatoriana.

A saída do Equador das duas colombianas ocorre pouco depois que o ministro de Governo (Interior), Fernando Bustamante, advertiu que as sobreviventes podiam abandonar o país, apenas se a Procuradoria permitisse, já que ambas estavam submetidas a uma ordem de permanência ditada pelo Ministério Público.

Bustamante afirmou, além disso, que as colombianas "não estão sob outra medida cautelar, não têm detenção anterior, não há acusações contra elas, mas são requeridas para depor".

Bohórquez e Pérez, junto com a mexicana Lucía Morett, foram resgatadas por militares equatorianos após a operação efetuada por tropas colombianas contra um acampamento das Farc instalado na zona de Angostura, na floresta amazônica do Equador próxima à fronteira.

Nessa operação morreram pelo menos 26 pessoas, entre elas o porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes", o equatoriano Franklin Aisalla, quatro universitários mexicanos e um militar colombiano. EFE jc/fb

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