Equador considera que crise diplomática com a Colômbia perdeu intensidade

Quito, 7 ago (EFE).- O Governo do Equador considerou hoje que o confronto verbal com o Executivo colombiano perdeu intensidade, o que poderia restabelecer um clima de confiança e permitir a retomada das relações diplomáticas entre ambos, suspensas desde março último.

EFE |

A consideração foi feita pelo ministro coordenador de Segurança do Equador, Gustavo Larrea, em declarações ao portal de internet "Ecuadorinmediato".

Larrea admitiu que o confronto verbal e midiático a partir da Colômbia perdeu intensidade.

"Percebemos que no último mês caíram os ataques ao Equador. Isso parece positivo, e esperamos que essa conduta se mantenha" por parte do Executivo colombiano, acrescentou o ministro.

Quito rompeu relações diplomáticas com Bogotá em 3 de março último, dois dias depois do ataque de tropas colombianas a um acampamento clandestino que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinham construído na selva equatoriana.

Quito qualificou o ataque como uma violação de seu território, enquanto Bogotá denunciou supostos vínculos do Governo equatoriano com as Farc, desmentidos reiteradamente pelo Executivo do presidente Rafael Correa.

Larrea lembrou, por outro lado, que na fronteira equatoriana com a Colômbia há 10 mil soldados de suas forças militares, para resguardar e controlar a divisa e impedir a entrada de grupos armados no Equador.

Além disso, ressaltou que na fronteira equatoriana se assentaram milhares de colombianos deslocados pela violência em seu país, e que são atendidos por Quito e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Larrea destacou ainda que o Governo colombiano entregou nos últimos dias recursos para atender a seus compatriotas, o que supõe um gesto de compartilhamento de responsabilidades no atendimento aos deslocados.

"A Colômbia fez o gesto de doar, pela primeira vez, US$ 3 milhões para o Acnur, para refugiados. Consideramos o número pequeno, mas é um primeiro gesto de vontade nesse sentido", concluiu o ministro equatoriano. EFE fa/fr

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