QUITO - O Governo do Equador confirmou hoje que os 11 militares equatorianos detidos no sábado em território colombiano já foram entregues a representantes de suas Forças Armadas.

O ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, explicou que a devolução dos militares responde à Carta de Segurança vigente entre ambos os países, diz o site da Presidência do Equador.

"Tudo está tranquilo e não houve nenhum problema porque foi uma questão fora de ação militar", explicou Ponce, ao esclarecer que os militares detidos por soldados colombianos cruzaram a fronteira com o objetivo de obter bens de primeira necessidade, como alimentos.

Já o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas equatorianas, Fabián Varela, confirmou que a devolução dos militares detidos ocorreu graças aos contatos com as autoridades de defesa da Colômbia.

Uma fonte militar relatou que os 11 militares equatorianos atravessaram a fronteira à paisana para participar de trabalhos comunitários.

Mais cedo hoje, a Chancelaria da Colômbia informou que os militares foram detidos neste sábado por tropas do Exército no departamento (estado) de Putumayo.

"O Exército da Colômbia capturou um oficial, um suboficial e nove soldados pertencentes ao Exército equatoriano a 300 metros da fronteira", diz a nota da Chancelaria colombiana.

Em março de 2008, Quito rompeu relações com Bogotá após o bombardeio colombiano contra um acampamento que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinham instalado em território equatoriano.

Esse bombardeio matou o número dois das Farc, "Raúl Reyes", cujo verdadeiro nome era Luis Édgar Devia, além de pelo menos outras 25 pessoas.

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