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Equador busca apoio regional a tese da dívida ilegal

QUITO (Reuters) - Autoridades do Equador devem realizar nesta semana viagens a diversos países da América do Sul e aos EUA para buscar apoio regional à tese de que uma dívida externa bilionária deve ser cancelada por ser ilegal. O governo de Rafael Correa ameaça não pagar um lote de títulos da linha Global 2012 que vence no dia 15 de dezembro, no valor de 30,6 milhões de dólares, e cujo pagamento já foi suspenso à espera de uma auditoria sobre as origens da dívida. Essa decisão deve condicionar a futura política financeira do Equador.

Reuters |

Também no dia 15 vencem um lote dos títulos Global 2015 e uma parcela de um empréstimo do BNDES brasileiro para a construção de uma hidrelétrica -- crédito também submetida a uma arbitragem internacional.

Os funcionários da equipe econômica devem visitar Peru, Argentina e Chile, além dos EUA, onde encontrarão deputados e senadores.

"O governo, para obter o maior nível de respaldo da América a este tema, deslocará delegações do presidente nos próximos dias", disse o ministro da Política, Ricardo Patiño, que preside a comissão de auditoria da dívida.

As atenções de Correa estão voltadas para a suspensão do pagamento da dívida comercial, expressa em bônus Global com um capital de 3,8 bilhões de dólares, razão pela qual busca mecanismos para repudiar essa dívida, qualificada como ilegal pela comissão que fez a auditoria sobre os 10 bilhões de dólares da dívida.

"Isso é parte da estratégia para que nosso país faça valer os direitos não somente da perspectiva equatoriana, mas também latino-americana", disse a ministra de Finanças, Elsa Viteri, a jornalistas.

"Estamos trabalhando para encontrar todos os mecanismos para não pagar a dívida ilegal", disse a funcionária, que participará de reuniões em Washington e Nova York.

(Reportagem de José Llangarí)

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