Equador assumirá Unasul com desafio de construir instituições

Quito, 8 ago (EFE).- O Governo do Equador assumirá na segunda-feira a direção da União de Nações Sul-americanas (Unasul), com o desafio de solidificar sua estrutura e construir suas instituições fundamentais.

EFE |

O presidente equatoriano, Rafael Correa, assumirá a Presidência da Unasul das mãos da governante chilena, Michelle Bachelet, em cerimônia que será realizada em um convento agostiniano, no centro colonial de Quito.

Esse ato contará com a presença dos presidentes dos países-membros da Unasul, que são 12, exceto o da Colômbia, devido às tensões dessa nação com outros membros do grupo.

A Unasul é formada por Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Uruguai, Suriname e Venezuela.

A Unasul chega à direção do Equador com um saldo positivo em seus dois anos e meio de vida, porque "deu identidade à região", disse hoje o especialista Mauro Cerbino, catedrático da sede em Quito da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso).

Além disso, a Unasul conseguiu consolidar, até o momento, duas de suas instituições pilares: os conselhos de ministros da Defesa e da Saúde. Além disso, na reunião de Quito, será analisada a criação de outras quatro instâncias sobre narcotráfico, infraestrutura, cultura, educação e desenvolvimento social.

Segundo Cerbino, "a Unasul veio, nestes dois anos e meio, impulsionando algumas coisas fundamentais como a cultura, e acho que é importantíssimo que vá se institucionalizando através de mecanismos e instâncias idôneas que deem carne a este esqueleto".

A edificação desta instituição "dará continuidade e seguimento aos processos de integração" e permitirão que a Unasul "não fique só no papel", disse o catedrático à Agência Efe.

Cerbino disse que a "Unasul é uma porta de saída para conseguir o desenvolvimento da região" e pode se transformar no futuro em um mecanismo para estender a integração a outros países latino-americanos.

O Equador assumirá a direção do grupo com várias propostas para consolidar a integração e proporá a criação de um mecanismo de resolução de diferenças comerciais sobre investimentos estrangeiros diretos, para enfrentar eventuais demandas de empresas de outros países, que costumam ser resolvidos em cortes internacionais.

No entanto, a Unasul, com a Presidência do Equador, precisa formular estratégias para tentar resolver várias divergências existentes entre seus membros.

Principalmente, estarão na pauta o conflito entre Equador e Colômbia, que mantém suspensas suas relações diplomáticas desde agosto de 2008, assim como a preocupação gerada na região pelos acordos militares que Bogotá está negociando com Washington. EFE fa/an

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