Equador apresentará queixa formal perante OEA por novas acusações da Colômbia

Quito, 14 abr (EFE).- O Equador anunciou hoje que apresentará uma queixa formal perante o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pelas acusações da Colômbia ao presidente Rafael Correa, de haver desautorizado às Forças Armadas equatorianas a combaterem as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

"O Governo do Equador rejeita taxativamente esta injuriosa e falaz afirmação, que sem sustento algum, atenta contra a honra e o bom nome do Presidente da República", assinalou uma declaração lida por Vinicio Alvarado, Secretário da Administração do país andino.

Segundo a declaração, a acusação a Correa por parte da Presidência colombiana também é "injuriosa" para o Estado Equatoriano, seu Governo e as Forças Armadas e, com seu tom fora de proporção e acusações ofensivas afeta o processo de normalização de relações em andamento".

"Essa atitude do Governo da Colômbia vai contra o espírito da resolução e a busca de mecanismos de reconstituição da confiança entre as duas nações", acrescentou Alvarado.

Este domingo o Governo colombiano disse que rejeitava "as declarações contraditórias" que Correa ofereceu à imprensa durante a visita oficial que fez ao México esta semana.

Para Quito, as declarações de Correa no México sobre o conflito com a Colômbia foram "em resposta a perguntas da imprensa e em atos acadêmicos e não romperam o compromisso de não fazer manifestações que incentivem o conflito, o que sim acontece com a declaração da Secretaria de Imprensa da Presidência da Colômbia".

"O comunicado (colombiano) constitui uma clara ingerência da República da Colômbia nos assuntos internos da República do Equador, em violação deste princípio básico das relações internacionais e, portanto, configura uma nova quebra do direito internacional", acrescentou a declaração.

Além disso, o Governo do Equador considera que o comunicado da Presidência da Colômbia "repete afirmações totalmente infundadas, que antes já tinham expressado porta-vozes colombianos".

O texto chamou a acusão de "grave" e "inédita", além de "absurda temeridade", o fato de que Correa "teria impedido operações militares equatorianas contra as Farc.

Por isso, o "Equador apresentará uma queixa formal ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que tem o mandato de velar pelo cumprimento da resolução de 17 de março de 2008", concluiu Alvarado, em refência ao acordo atingido na reunião da Cúpula da OEA em Santo Domingo nessa data.

No comunicado deste domingo, o Executivo colombiano revelou que "soube que as Forças Armadas do Equador foram desautorizadas pelo presidente Rafael Correa quando planejavam operações contra as Farc em território equatoriano". EFE jc-cho/fb

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