Assunção, 24 jul (EFE).- O chanceler equatoriano, Fander Falconí, advertiu hoje que a deposição do presidente hondurenho, Manuel Zelaya, não é um fato isolado na região.

"Esta é uma ação coordenada de alcance continental para frear a livre determinação dos povos", disse Falconí, ao participar da Cúpula do Mercosul e países associados, realizada hoje, em Assunção.

Zelaya foi expulso do poder e do país pelos militares em 28 de junho, dia em que planejava realizar uma consulta popular com vistas a uma reforma constitucional, apesar de que esta tinha sido declarada ilegal por várias instituições do Estado.

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, agradeceu os trabalhos de facilitação do diálogo em Honduras realizados pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias.

"Pedimos o retorno imediato da constitucionalidade em Honduras pelas vias pacíficas e sem nenhum intervencionismo, para evitar que se crie um antecedente que nenhum país da região está disposto a aceitar", disse.

Na mesma linha, o chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde, manifestou seu apoio para que se "esgotem as negociações" em Honduras, a fim de evitar uma piora da situação nessa nação.

Isabel Delgado, coordenadora pela Venezuela no Mercosul, afirmou que seu país está "comprometido com a plena restituição de Zelaya".

Delgado considerou que "a fase declarativa" condenando a deposição de Zelaya "foi firme", mas disse que agora isso "deve ser reafirmado com ações concretas", como a "proibição da entrada dos golpistas" nos países da região.

Afirmou que "talvez não seja casualidade" a coincidência do golpe em Honduras com a presença de bases militares americanas na região.

"Talvez seja parte de uma estratégia para frear a integração regional, que teve avanços significativos nos últimos anos", disse Delgado.

A chanceler mexicana, Patricia Espinosa, disse que seu país mantém seu compromisso para continuar participando do Grupo do Rio, da OEA ou de "qualquer outro fórum" para "promover uma solução definitiva, pronta e pacífica para o problema em Honduras que parta da restituição do presidente Zelaya". EFE nk/an

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