Equador acha insuficientes garantias da Colômbia sobre acordo com EUA

Buenos Aires, 27 ago (EFE).- O Governo do Equador afirmou hoje que é essencial, mas não suficiente que a Colômbia dê garantias jurídicas exigidas por alguns de seus vizinhos, como o Brasil, para que o uso de bases colombianas por parte dos Estados Unidos não derive em ações contra terceiros países.

EFE |

"É um ponto essencial que tenhamos garantias jurídicas e mecanismos de acompanhamento através do Conselho Sul-americano de Defesa da Unasul (União de Nações Sul-americanas), mas não é suficiente", disse o chanceler equatoriano, Fánder Falconí.

O ministro fez as declarações após chegar à cidade argentina de Bariloche para participar da cúpula da Unasul, que acontece nesta sexta-feira.

Falconí se referiu assim à controvérsia gerada na região pelo acordo entre Bogotá e Washington para que militares americanos usem até sete bases colombianas, assunto que será debatido amanhã na cúpula extraordinária de presidentes da Unasul.

"Há uma série de inquietações adicionais, como, por exemplo, se vai haver imunidade a militares americanos. O fato de intervir em terceiros países por motivos de segurança é incompatível com as normas de direito internacional", disse o ministro equatoriano.

O Equador, junto à Venezuela e à Bolívia, rejeita abertamente o acordo negociado entre Colômbia e EUA.

Falconí insistiu em que "há uma altíssima preocupação" entre os países da América do Sul com o acordo e afirmou que "o problema das bases militares na Colômbia é um fator de desestabilização na região", porque "não contribui para gerar um processo de paz". EFE ms/db

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