Epidemias castigam haitianos após passagem de furacões

Porto Príncipe, 11 out (EFE).- Várias epidemias ameaçam os haitianos depois da passagem pelo país de tempestades tropicais e furacões em agosto e setembro, que deixaram 793 mortos, 310 desaparecidos e 500 feridos, segundo fontes médicas.

EFE |

As autoridades locais detectaram casos de infecção respiratória, diarréia, afecções de pele, malária, infecções vaginais, urinárias e na vista, disse à Agência Efe um alto funcionário da Cruz Vermelha local.

O organismo atua em Porto Príncipe, Cabaré, Arcahaie e Petit-Goave, Gonaives e Jacmel.

Em Gonaives, a cidade mais afetada pelas chuvas, 40% dos 722 casos atendidos pela Cruz Vermelha em cinco dias são de infecções vaginais, urinárias e na vista, disse a fonte, enquanto o Ministério da Saúde Pública assinalou que há suspeitas de casos de carbúnculo.

"A situação nos causa preocupação", disse à imprensa o diretor do Ministério da Saúde, Gabriel Thimotée, que descartou que haja epidemia de Carbúnculo.

A causa da contaminação no país após as fortes chuvas pode ser atribuída ao fato de muitos dos animais que morreram durante o temporal não terem sido sepultados a tempo.

Das 793 mortes pelas inundações, 466 foram em Gonaives, segundo dados de Defesa Civil.

O Governo do Haiti comanda um plano de vigilância epidemiológica com orçamento de US$ 26 milhões, que inclui trabalhos de saneamento, reabilitação e reconstrução de hospitais. EFE gp/rr

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