Genebra, 19 dez (EFE).- A epidemia de cólera no Zimbábue parece estar se estabilizando, indicou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considerou que o pico de casos pode ter ocorrido no final de novembro.

O coordenador da OMS para o Controle de Doenças em Emergências, Dominique Legros, sustentou que o número de casos foi aproximadamente o mesmo em dezembro.

No entanto, também advertiu que a estação das chuvas -que oferece as condições ideais para a propagação de epidemias deste tipo- começou no Zimbábue.

"O que vimos até agora, com os dados que temos e todas as limitações do caso, é que em geral a incidência parece ser mais ou menos estável, com um pico no final de novembro e, desde então, provavelmente alguma estabilidade", disse em entrevista coletiva.

Sustentou ainda que há indícios de certa melhoria da situação em áreas periféricas de Harare, embora em outras se observe certo agravamento.

A OMS acordou com as autoridades zimbabuanas colaborar com um sistema de registro diário de casos, o que permitirá seguir melhor a evolução da situação.

A organização internacional recolherá diretamente os dados nas áreas periféricas, de modo que se tenha informação atualizada sobre a epidemia e sobre eventuais novos surtos.

Legros afirmou que, até agora, o sistema de vigilância e alerta sanitária havia funcionado "lentamente demais".

"A situação sanitária nos centros hospitalares é muito preocupante. Vi alguns que estavam basicamente vazios, espécies de hospitais fantasmas, sem material nem pessoal", relatou.

Segundo os números mais recentes, a epidemia matou 1.111 pessoas, dentre 20.581 vítimas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) informou hoje que começou a fumigação (aplicação de medicamentos por vapores) dos doentes para tentar deter a propagação da epidemia.

"Com isto pretendemos deter o ciclo de transmissão do vibrião do cólera", explicou a porta-voz da organização, Anna Schaaf. EFE is/jp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.