Epidemia de cólera no Zimbábue já matou 3.900 desde agosto, diz ONU

Harare, 25 fev (EFE).- O Zimbábue passa por graves necessidades humanitárias, já que a epidemia de cólera que afeta o país desde agosto do ano passado e que já deixou quase 3.

EFE |

900 mortos continua se espalhando, disse hoje a chefe de um grupo de especialistas da ONU.

Em entrevista coletiva em Harare, a secretária-geral adjunta da ONU para Assuntos Humanitários, Catherine Bragg, disse que chegou o momento de intensificar os esforços para ajudar os afetados pela epidemia e começar a planejar uma recuperação geral do Zimbábue.

"A situação humanitária continua sendo grave. Apesar dos esforços para controlar o cólera, há muitos lugares não atingidos pelos serviços (de saúde) e onde a doença segue avançando", disse Bragg no final de uma missão de estudo no terreno que começou no sábado.

Bragg, que se reuniu com o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, e o primeiro-ministro, Morgan Tsvangirai, reconheceu que "foram feitos esforços imensos para conter a epidemia de cólera".

No entanto, insistiu em que é o momento de "reforçar a ação" para restaurar os sistemas de saúde e de distribuição de água potável a fim de assegurar que os focos de epidemia não se repitam.

Ele especificou ainda que o Zimbábue enfrenta uma grave ameaça de crise de fome, lembrando que o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU informou em janeiro que cerca de sete milhões de pessoas, de uma população estimada em 12,5 milhões de habitantes, atualmente precisam de ajuda alimentícia no país.

Na mesma entrevista coletiva, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Programas de recuperação e transição, Daniel López Acuña, informou que o índice de infecção nesta epidemia de cólera no Zimbábue desceu 27% desde semana passada.

Ele ressaltou que é possível conter o foco epidêmico em três ou quatro semanas se as medidas de prevenção forem intensificadas. EFE rt/db

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