Epidemia de cólera no Zimbábue já deixou mais de 1.000 mortos

Genebra, 18 dez (EFE).- A epidemia de cólera no Zimbábue já deixou 1.

EFE |

111 mortos e continua se estendendo, segundo a mais recente avaliação das Nações Unidas, publicada hoje, que informou sobre 20.581 casos.

A taxa de mortalidade chega a 5,4%, o que mostra que a epidemia ainda está longe de ser controlada, segundo os especialistas de saúde da organização.

A epidemia, qualificada de "devastadora" pela ONU, afeta nove das dez províncias do Zimbábue.

Um novo foco infeccioso acaba de ser descoberto na região de Chegutu, onde foram registradas 121 vítimas fatais e 383 casos suspeitos, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), que coordena a resposta internacional nesta situação de emergência.

Na região de Harare, ocorreu o maior número de casos (8.454 infectados e 208 mortos), seguida por Beitbridge - fronteiriça com a África do Sul -, com 3.456 casos e 91 mortos.

Nestas circunstâncias, a Ocha advertiu que também há 859 casos suspeitos de cólera na África do Sul, com 11 mortos e uma taxa de mortalidade que, por enquanto, está em 1,2%.

Também foi indicado um "pequeno número de casos" em Botsuana, Moçambique e Zâmbia, acrescentou, sem oferecer números precisos.

A rápida propagação desta epidemia no Zimbábue teve origem na falta de água potável e serviços sanitários, na falta de infra-estrutura de saúde adequada, assim como na carência de pessoal médico, particularmente enfermeiras. EFE is/an

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