Epidemia de cólera no Zimbábue causou 589 mortes

A epidemia de cólera que afeta a região leste do Zimbábue matou 589 pessoas desde seu surgimento, em agosto, segundo um novo balanço divulgado nesta terça-feira pela ONU em Genebra.

AFP |

A Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) informou ainda que a 13.960 pessoas foram afetadas pelo coléra no Zimbábue. A doença é transmitida pela água suja por excrementos humanos.

Segundo a ONU, o cólera ganhou dimensão regional e já foi detectada também em três novos distritos, Gwanda, Plum Tree e Gokwe North.

As autoridades zimbabuanas recomendaram aos cidadãos que evitem o tradicional aperto de mãos para evitar a propagação do cólera, que já provocou pelo menos 600 mortes.

"As pessoas devem ficar atentas nos casamentos, funerais e outros acontecimentos sociais porque são agentes de propagação do cólera. Deveríamos evitar apertar as mãos e manter altos parâmetros de higiene", afirmou o ministro da Saúde, David Parirenyatwa, citado pelo jornal The Herald.

O Zimbábue pediu ajuda internacional na quarta-feira da semana passada, depois de declarar situação de emergência nacional por uma epidemia de cólera, que também se propagou a outros países de fronteira como a África do Sul, Moçambique e Botsuana.

Até o momento, a epidemia matou 600 pessoas e afetou 15.000 pessoas, segundo dados oficiais, mas o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) destacou que o número de vítimas pode quadruplicar nas próximas semanas.

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