Enviados internacionais tentam mediar distúrbios em Madagascar

Johanesburgo, 11 fev (EFE).- Enviados do Governo francês e da União Africana se uniram à mediação internacional iniciada pela ONU para tentar solucionar os distúrbios entre Governo e oposição de Madagascar, nos quais cerca 120 pessoas morreram desde 26 de janeiro.

EFE |

O secretário de estado francês para a Cooperação e a Francofonia, Alain Joyandet, e o emissário da Comissão da União Africana, Amara Essy, chegaram ontem à noite a Madagascar para falar com o presidente, Marc Ravalomanana, e o ex-prefeito da capital Antananarivo e líder da revolta opositora, Andry Rajoelina.

Joyandet disse que, após os confrontos de sábado, nos quais 30 pessoas morreram baleadas pela Guarda Presidencial, quando uma manifestação oposicionista se dirigia à Presidência, levará uma mensagem de "calma" ao povo malgaxe, de acordo com o jornal "Midi Madagasikara".

"Esperamos, junto com as ilhas Comores, Mauricio e Seychelles (vizinhas de Madagascar), entregar uma mensagem de calma ao povo malgaxe e convidamos a todas as partes a encontrar fórmulas para superar a crise", afirmou Joyandet.

Hoje acontece uma manifestação a favor do Governo em Antananarivo, convocada por Ravalomanana, que ontem fez Conselho de Ministros para estabelecer um gabinete de emergência após a renúncia, na segunda-feira, da ministra da Defesa, Cecile Manorohanta.

Em resposta, Rajoelina pediu que a capital malgaxe se transforme em uma "cidade fantasma" e que seus habitantes permaneçam sem sair de suas casas, para "evitar um banho de sangue", como o ocorrido no sábado, assinalou o jornal "Tribune". EFE hc/jp

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