Enviados internacionais dizem não ter favorito para governar Afeganistão

PARIS - Os 27 enviados especiais para o Afeganistão reunidos nesta quarta-feira em Paris, entre eles o diplomata americano Richard Holbrooke, asseguraram que não têm um candidato favorito para vencer as eleições afegãs realizadas em 20 de agosto.

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Enviados para o Afeganistão, Ettore Sequi, da UE, Richard Holbrooke, dos EUA,
o ministro do Exterior francês, Bernard Kouchner e Kai Eide, enviado da ONU

"Não temos nenhum candidato favorito e não temos preferência entre definir o resultado no primeiro turno ou realizar o segundo", disse Holbrooke em entrevista coletiva posterior à reunião realizada, nesta quarta, para analisar a situação no Afeganistão após o pleito.

No encontro organizado pelo ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, os representantes das principais potências e organizações internacionais presentes no Afeganistão destacaram a importante vitória contra a ameaça taleban.

"Os talebans foram derrotados, buscavam desestabilizar uma eleição, mas não conseguiram", assinalou o enviado americano.

Por sua parte, Kouchner declarou que uma retirada militar do Afeganistão não pode ser considerada "sem que a região esteja segura".

Apesar de a presença de eleitores ter sido 35% menor do que a dos últimos pleitos realizados no país, os diplomatas mostraram sua satisfação pelo resultado porque, como falou o ministro francês, deve ser "motivo de alegria para a comunidade internacional que os afegãos tenham podido votar".

Reuters

Pessoas observam local onde ataque suicida deixou 23 mortos


Neste sentido, o representante espanhol, Rafael Mendivil, comentou que "os afegãos estão começando a se acostumar com a democracia e devemos ajudá-los, já que eles estão muito esperançosos" diante do novo cenário político do país.

Todos os enviados analisaram a estratégia a seguir em território afegão no mesmo dia em que a comissão eleitoral do país divulgou novos dados da apuração, segundo os quais o atual presidente, Hamid Karzai, consolida sua vantagem frente ao principal rival, Abdullah Abdullah.

Também repercutiu na reunião diplomática o atentado suicida cometido por talebans nesta quarta-feira no Afeganistão, que deixou 23 mortos, incluindo um importante agente de serviços secretos do país.

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