Enviados do mundo inteiro chegam aos EUA para acompanhar eleição presidencial

O interesse extraordinário suscitado pela eleição presidencial nos Estados Unidos atraiu milhares de jornalistas do mundo inteiro, dos quais muitos cobrirão a noite eleitoral de terça-feira em Chicago (Illinois), bastião do candidato democrata Barack Obama.

AFP |

"O interesse de nossos telespectadores na eleição é muito mais forte do que há quatro anos", explicou à AFP Keiko Matsuyama, da TV japonesa Asahi.

Matsuyama, que coordena o trabalho de onze pessoas, considera que o Japão "está muito interessado pela possível eleição do primeiro presidente afro-americano".

O fascínio exercido pelo candidato negro sobre a imprensa, além do fato de que está em vantagem nas pesquisas frente ao seu adversário republicano John McCain, se reflete principalmente no número de repórteres que optaram por viajar para Chicago no dia da votação.

A equipe de campanha de Barack Obama creditou 1.500 jornalistas estrangeiros para a vigília organizada no quartel-general do candidato, e ainda foi obrigada a recusar muita gente.

"Acredito que nunca tínhamos visto um interesse assim por uma eleição americana", ressaltou Keith Peterson, porta-voz da Associação de Imprensa Estrangeira em Washington.

"A quantidade de jornalistas é incrível, sobretudo com aqueles que chegaram nestas últimas semanas", acrescentou.

Essas equipes percorrem os Estados Unidos para captar a realidade do país que deve ser manifestada no dia 4 de novembro. Os repórteres do jornal Clarin de Buenos Aires percorreram a rota 66, uma estrada mítica de cerca de 4.000 quilômetros que vai de Chicago a Los Angeles na Califórnia, "encontram as pessoas, vão às cidades, e publicam fotos, vídeos e blogs na internet", afirmou Marcelo Cantelmi, chefe de redação internacional.

Nas redes de TV francesas Canal Plus e i-télé, o apresentador Michel Denisot será auxiliado por enviados especiais em Chicago, Phoenix e Nova York, e por mais 50 pessoas para uma "Noite americana" de 8 horas de transmissão contínua. O apresentador americano Dan Rather comentará o desenrolar do processo eleitoral durante a noite com exclusividade para os europeus.

"Há uma enorme curiosidade em relação a Barack Obama, que se tornou uma espécie de fenômeno na França. As pessoas querem ver a vitória na eleição presidencial americana de alguém que está de fora da elite tradicional de Washington e que é negro", considerou Laurence Haim, chefe de redação em Nova York.

Ela lamenta, entretanto, "o acesso extremamente difícil para a imprensa estrangeira" nesta cobertura.

Na Índia, os debates presidenciais foram transmitidos ao vivo pelas principais redes. "Estamos muito interessados por razões evidentes: as conseqüências para a Ásia, para a Índia em particular, e a crise econômica", disse Amit Baruah, do Hindustan Times.

A rede árabe Al-Jazeera reforçou a sua equipe com doze pessoas mobilizadas, não somente em Chicago e Phoenix, como também nos estados considerados decisivos: Flórida (sul), Ohio (centro-leste), Virgínia (leste) e Colorado (centro-oeste).

"Após meses de cobertura, nós constatamos que o interesse é enorme" no Oriente Médio, comentou Abderrahim Fukara, chefe do escritório da Al-Jazeera em Washington.

E apesar da diferença de horário, os apresentadores de três redes israelenses cobrirão o evento ao vivo dos Estados Unidos.

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