Enviado russo se reúne com líder do Hamas e presidente sírio

Damasco, 7 jan (EFE).- O enviado especial russo Alexander Sultanov se reuniu hoje, em Damasco, com o líder máximo do movimento palestino Hamas, Khaled Mashaal, e também com o presidente sírio, Bashar al-Assad, como parte das gestões para conseguir uma trégua na Faixa de Gaza, informaram fontes oficiais.

EFE |

Sultanov, vice-ministro de Assuntos Exteriores e enviado especial para o Oriente Médio do presidente russo, Dmitri Medvedev, chegou ontem a Damasco para se unir aos esforços que buscam o fim das hostilidades em Gaza.

Fontes diplomáticas russas disseram à Agência Efe que Sultanov se reuniu com Mashaal, que vive exilado em Damasco, e, nessa conversa, o líder do Hamas se mostrou disposto a "contribuir para alcançar soluções para parar a agressão em Gaza".

Mashaal, no entanto, rejeitou a possibilidade de aceitar condições prévias de Israel, acrescentaram as fontes russas.

O enviado russo também se reuniu com o presidente Bashar al-Assad para analisar o conflito em Gaza.

Fontes do Governo sírio disseram que, em sua reunião, Assad e o enviado russo coincidiram na necessidade de parar o que descreveram como "os crimes de guerra" que estão sendo cometidos no local, e pediram a suspensão do bloqueio ao território palestino.

Os contatos de Sultanov em Damasco incluíram também um encontro com o ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al-Moualem, na qual se analisou o papel que a Síria pode ter para "parar a agressão israelense", afirmou a agência oficial síria "Sana".

As gestões de Sultanov em Damasco coincidiram com o anúncio de uma proposta egípcia para o fim das hostilidades em Gaza e permitir o acesso à assistência humanitária.

Esta proposta foi levada até o Conselho de Segurança da ONU e, a princípio, conta com o apoio do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e dos Estados Unidos e do Reino Unido, entre outros países.

De Beirute, um dirigente do Hamas disse hoje que seu grupo estava estudando o plano e, embora não o tenha rejeitado de antemão, afirmou que o movimento palestino tinha algumas reservas m relação à proposta. EFE gb-ag/an

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