Enviado especial da ONU deixa Mianmar sem se reunir com líder opositora

O enviado especial da ONU para Mianmar (antiga Birmânia), Ibrahim Gambari, deixou neste sábado o país após cinco dias sem conseguir falar com o chefe da Junta Militar birmanesa, o general Than Shwe, nem com a líder do movimento democrático, a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

EFE |

Gambari também não se reuniu com Than Shwe na visita anterior que fez ao país, em março, mas esta é a primeira vez que não encontra Suu Kyi, sob prisão domiciliar desde 2003, apesar de ter tentado vê-la na quarta e na sexta-feira.

Apesar de ter prolongado sua estadia em um dia, Gambari continuou sem encontrar a líder opositora e se reuniu somente com o primeiro-ministro birmanês, Thein Sein.

Ambos falaram sobre a libertação de alguns dos cerca de dois mil presos políticos que, segundo a Anistia Internacional, existem no país, um número o qual as autoridades não reconhece.

O porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), Nyan Win, o principal partido da oposição e dirigido por Suu Kyi, afirmou que a Nobel da Paz não quis ver o diplomata nigeriano porque não estava satisfeita com as condições nas quais estava sendo realizada a visita, que teve início na segunda-feira.

Nesta semana, Gambari conversou com os ministros de Assuntos Exteriores, de Informação e de Trabalho, os generais Nyan Win, Kyaw Hsan e Aung Kyi, respectivamente.

O enviado especial da ONU, que deixou Yangun em direção a Cingapura sem fazer declarações, também se encontrou em duas ocasiões com membros da direção da LND, na quarta e na sexta-feira passadas, aos quais disse que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, deve visitar Mianmar em dezembro. EFE grc/db

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