Enviado dos EUA vê avanços em processo de paz em Israel

Por Jeffrey Heller JERUSALÉM (Reuters) - O enviado especial dos EUA George Mitchell e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não conseguiram chegar a um acordo, nesta terça-feira, sobre o congelamento dos assentamentos judaicos, mas disseram que as negociações estão avançando.

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"Estamos fazendo progresso", disse Netanyahu à rádio do Exército de Israel.

"Acho que tivemos uma conversa muito importante e produtiva e vamos levar adiante esse esforço que, acredito, vai acabar tendo êxito em promover a paz e a segurança entre nós e nossos vizinhos palestinos e a região em geral."

Depois de uma reunião de mais de duas horas com Netanyahu, Mitchell disse a jornalistas: "Fizemos bons avanços."

Mitchell disse que quer levar adiante as discussões com Netanyahu e avançar em direção à "paz abrangente" visualizada pelo presidente norte-americano, Barack Obama. Ele não disse quando será seu próximo encontro com o líder israelense.

A exigência de Obama, em acordo com o plano de paz de 2003, de congelamento dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada e no lado oriental, árabe, de Jerusalém, vem topando com a resistência acirrada de Netanyahu, criando a mais séria divisão nas relações EUA-Israel em dez anos.

Nem Mitchell nem Netanyahu mencionaram os assentamentos nas declarações que deram a jornalistas.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, já disse que as conversações de paz com Israel, suspensas desde o final do ano passado, não poderão ser retomadas a não ser que Netanyahu suspenda toda a construção nova nos assentamentos.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, já falou publicamente da possibilidade de um acordo pelo qual Israel suspenderia a construção nos assentamentos, mas completaria os projetos já iniciados, em troca de medidas por parte dos países árabes para normalizar suas relações com Israel.

Iniciativas árabes para o estabelecimento de laços comerciais ou diplomáticos com Israel poderiam ajudar Netanyahu a convencer seus parceiros na coalizão governista de direita a fazer concessões em relação aos assentamentos.

Mas os países árabes da região vêm dando poucos indícios de que fariam tais gestos sem um congelamento total da atividade nos assentamentos.

Na quarta-feira, Netanyahu deve reunir-se com o assessor de segurança nacional dos EUA, Jim Jones, e especialistas em Oriente Médio enviados à região pela Casa Branca.

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