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Enviado dos EUA tentará impulsionar paz em regiões separatistas da Geórgia

Tbilisi, 9 mai (EFE).- O subsecretário de Estado adjunto dos Estados Unidos, Matthew Bryza, se reunirá amanhã com os dirigentes da região separatista georgiana da Abkházia para tentar impulsionar as negociações de paz na zona.

EFE |

"O objetivo da minha visita é impulsionar as negociações de paz entre as partes georgiana e abkházia", assinalou hoje Briza à imprensa ao chegar a Tbilisi, segundo a agência russa "Interfax".

Para isso, o subsecretário americano deve reunir-se com o líder abkházio, Serguei Bagapsh, em Sujumi, capital dessa região banhada pelo Mar Negro.

Ele criticou ainda a decisão russa de "estabelecer relações diretas" com as regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Por outro lado, as autoridades da Abkházia informaram hoje que o avião espião não-tripulado georgiano que fora derrubado na véspera perto da fronteira entre ambos os territórios estava armado.

"A carga militar que levava representava um perigo tanto para a população quanto para as forças de paz", assinalou à imprensa Garry Kupalba, vice-ministro da Defesa da Abkházia.

Segundo as autoridades da região, já são cinco os aviões espiões georgianos abatidos durante os últimos dois meses.

"A Geórgia continua ignorando nossas numerosas advertências.

Continua intencionalmente aguçando a situação, pondo em risco a vida de civis inocentes e violando os acordos assinados", acrescentou.

Ele advertiu que o Exército da Abkházia recorrerá a todos os meios necessários para impedir as incursões em seu espaço aéreo.

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, assegurou ontem que "sobre a Abkházia voaram, voam e voarão aviões georgianos, que não representam perigo algum para a população, já que não estão equipados com armamentos".

As autoridades russas acusam a Geórgia de violar com essas incursões tanto os acordos de cessar-fogo e de separação das forças, de 1994, quanto as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre o mandato da missão de observação das Nações Unidas na Geórgia.

A Rússia aumentou recentemente de 2.000 para 2.500 soldados suas forças de paz na Abkházia, devido a uma "acumulação de tropas georgianas nas proximidades da zona de conflito e à ameaça do emprego da força".

A esse respeito, Saakashvili se mostrou disposto a assinar com as separatistas Abkházia e Ossétia do Sul acordos de não agressão, caso se modifique o atual formato das forças de interposição entre ambos os territórios.

Tbilisi afirmou que Moscou não tem o direito de aumentar sua presença militar na zona do conflito sem o consentimento da parte georgiana, e nega que tenha planos de invadir a Abkházia ou a Ossétia do Sul, à qual ofereceu uma ampla autonomia.

A Abkházia e a Ossétia do Sul, que romperam laços com a Geórgia após uma cruel guerra (1992-93) na qual contaram com a ajuda da Rússia, pediram ao Kremlin e à comunidade internacional que reconheçam sua independência. EFE mv/gs

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